Instalada em junho de 2015 na Assembleia, a Frente Parlamentar de Revitalização do Rio São Francisco visitou quatro locais do Rio Capibaribe, nesta segunda, para diagnotiscar problemas de saneamento básico e assoreamento.
Um deles foi a Vila dos Pescadores, em Afogados. Lá, o Capibaribe foi represado para que se fizesse um viveiro de criação de peixes. Esgoto e lixo são despejados diariamente no pouco espaço que restou para o rio. O vigilante Ermírio Morais, de 48 anos, mora na comunidade desde que nasceu e explica como essa história começou. “Isso aqui era uma área que é conhecida como ‘Caranguejo’ porque tinha vários viveiros. Essa Estrada dos Remédios era mão única, e o pessoal vinha de outras áreas, do lado de Mustardinha e Bungi para pescar aqui no lado do Caranguejo. Esses viveiros são muito antigos.”
A Comunidade do Caranguejo Tabaiares, na Ilha do Retiro, foi outro ponto visitado. A autônoma Sara Menezes, que vive no local há 35 anos, denunciou focos de água parada no canal da Compesa. “Inclusive ficam várias garrafas e tampas de garrafas pet, copos descartáveis que ficam parados até nesse cano aí da Compesa.”
A água parada na região pode ser a causa dos casos de dengue, zika e chicungunha. Outro morador do local, o pedreiro Sandro Costa, afirmou ter familiares e vizinhos doentes. “Tem muitas pessoas aqui, vizinhos e inclusive na minha família aqui tem duas ou três (pessoas doentes).”
O presidente da Frente, deputado Odacy Amorim, do PT, destacou os encaminhamentos da visita. “A gente vai preparar um relatório sobre a visita, juntar fotos da realidade que nós vimos aqui, para no final produzir um documento e apontar soluções para isso.”
E o presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Zé Maurício, do PP, também participou do diagnóstico. “Com isso aí a gente vai ter condições de alimentar um banco de dados para que a gente possa fazer com que a Comissão de Meio Ambiente cobrem dos órgãos competentes, tanto federais, quanto estaduais, uma maior atuação e de forma mais eficaz.”

COMO CHEGAR